Alguns o têm como o fim, outros como a morada eterna. Pra mim são apenas portões: só não sei para onde levam. Mas uma coisa é certa, cemitérios são fascinantes. Seja pela arquitetura e ornamentação que for vezes é grandiosa, como se fosse um concurso sobre quem possui a maior escultura ou o maior mausoléu, ou pela tranquilidade que suas alamedas propiciam à aqueles que o visitam.

Nesta série de fotografias que foram tomadas em uma ensolarada tarde de inverno no Cemitério Municipal de Curitiba pretendi captar, sobretudo, as feições das alegorias colocadas ali. São anjos, santos e outras criaturas que velam o fim/morada/portão de tantas gerações de curitibanos – ilustres ou nem tanto.

Muito longe das tenebrosas histórias retratadas tantas vezes pelo cinema e literatura e apesar do luto daqueles que depositaram naquele solo seus entes queridos, para mim cemitérios não são lugares assustadores ou tristes, mas sim um local para meditar, pensar na vida e principalmente celebrar a vida que nos resta.

“Não há ninguém que ame a dor por si só, que a busque e queira tê-la, simplesmente por ser dor…”

Cícero

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