História, arte e arquitetura a partir de fotos de igrejas e imagens sacras de Jerez de La Frontera.

Nesta série de postagens feita a partir das fotos de igrejas e imagens sacras de Jerez de La Frontera que foram tomadas no final de Abril de 2019, pretendo explorar visualmente essa cidade tão rica culturalmente, contando um pouco da história de cada templo visitado assim como algumas curiosidades.

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Panorama da cidade de Jerez de La Frontera
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San Bruno, Catedral de Jerez de la Frontera

Jerez de la Frontera, na comunidade autônoma da Andaluzia no sul da Espanha, ostenta, como resultado de sua história milenar, um patrimônio artístico e arquitetônico de primeira ordem. De fundação islâmica, após a “Reconquista” – processo no qual os reinos cristãos da Península Ibérica procuraram reconquistar a região durante o período do Al-Andalus-, se converteu na maior população existente entre Sevilha e Málaga, além de importante centro econômico, agrícola, comercial e político.

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Interior da Igreja de Santiago, Jerez de la Frontera

Este crescimento econômico em conjunto com os interesses da igreja católica resultou em um ambiente fértil para o desenvolvimento das artes. Desde então, o progresso cultural, arquitetônico e artístico de Jerez de la Frontera tem sido semelhante ao das grandes cidades da Andaluzia, decolando para se tornar uma das mais avançadas e cosmopolitas cidades da Espanha durante o século XIX graças à industrialização e ao comércio internacional de seus famosos vinhos.

A Igreja católica teve importância decisiva na formação do estado espanhol desde a chegada do cristianismo na Hispânia romana. Entretanto, a proposta desse texto não é a analise da religião na Espanha, mas sim um breve panorama fotográfico dos trabalhos de grandes artistas que dedicaram seu talento para a construção dos templos utilizados para a prática desta religião.

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Teto de uma das capelas da Catedral de Jerez

Algo que precisamos ter em mente para poder admirar a beleza de tais obras é que, apesar dos abusos cometidos pela igreja católica – que não serão mencionados aqui -, ela foi responsável por fomentar o desenvolvimento de diversos campos artísticos.

Igrejas, para mim, são “templos de arte”. Locais onde podemos encontrar expressões artísticas de diversas linhas e períodos históricos. E estes “museus”, na Espanha, possuem ainda mais atrativos tendo em vista que muitos deles são “reformas” de construções mais antigas, feitas por povos de outras religiões, e que ainda possuem muito da arte e arquitetura originais.

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Detalhe do altar principal da Igreja de Santiago, em Jerez de la Frontera

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